Acompanhar a recuperação do pai, de 88 anos, diagnosticado com pneumonia, tem sido um alívio diário para Luís Silva dos Reis. Internado há cerca de uma semana no Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS), o idoso chegou à unidade com dificuldade respiratória importante, mas vem apresentando melhora progressiva com o apoio da equipe multiprofissional, especialmente da fisioterapia hospitalar.
“Quando ele chegou aqui, mal conseguia respirar. Hoje ele já está muito melhor, respondendo bem ao tratamento”, relata Luís.
Em 2025, o serviço de fisioterapia do HMS manteve atuação contínua ao longo de todo o ano. De acordo com dados consolidados dos sistemas Censo e Boletim de Procedimento de Fisioterapia Hospitalar (BPFH), foram realizados 23.318 atendimentos fisioterapêuticos e 40.308 procedimentos, totalizando 63.626 intervenções voltadas à recuperação de pacientes internados.

A fisioterapia hospitalar atua diretamente em quadros de pneumonia, insuficiência respiratória, infecções graves, pacientes em uso de oxigênio ou ventilação mecânica, além de pessoas vítimas de acidentes de trânsito, quedas, fraturas e traumas. Em muitos casos, o acompanhamento começa ainda nas primeiras horas de internação e segue diariamente, conforme a evolução clínica.
Além do suporte respiratório, o serviço também contribui para a manutenção da força muscular, prevenção de complicações do imobilismo, redução de dores e retomada gradual da mobilidade, especialmente em pacientes cirúrgicos ou que permanecem longos períodos acamados.
Variação mensal e meses de maior produção:
Os dados mostram produção elevada e relativamente estável ao longo do ano, com oscilações relacionadas ao perfil de internações. Entre janeiro e abril, os atendimentos fisioterapêuticos cresceram aproximadamente 7,7%, passando de 1.975 para 2.128 registros.
Em gosto, os atendimentos tiveram um aumento de 18,5% em relação a julho, mantendo trajetória ascendente até dezembro, que registrou 2.334 atendimentos, o maior volume do ano — cerca de 46% acima do menor mês, julho.
Nos procedimentos fisioterapêuticos, o comportamento foi semelhante. Após um primeiro semestre com volumes elevados, junho apresentou a menor produção do ano. A partir de julho, os procedimentos cresceram de forma contínua, alcançando o pico em novembro, com 3.956 registros, um aumento de aproximadamente 49% em relação a junho.
Entenda os dados: Censo e BPFH
Os números de atendimentos fisioterapêuticos, registrados no Censo, representam o volume de pacientes acompanhados pela equipe de fisioterapia ao longo do período. Já os procedimentos fisioterapêuticos, registrados no BPFH, correspondem às intervenções efetivamente realizadas, podendo um mesmo paciente receber mais de um procedimento em um único dia. Por isso, os totais não são equivalentes, mas complementares, permitindo uma leitura mais precisa da produção assistencial e da complexidade do cuidado ofertado.
A secretária adjunta de Saúde, Irlaine Figueira, destaca a importância do serviço na rede pública.
“A fisioterapia é parte do cuidado que sustenta a recuperação do paciente dentro do hospital. Ela atua desde o momento mais crítico até a fase em que a pessoa volta a respirar e se movimentar sozinha. É um trabalho que exige equipe preparada, presença diária e integração com médicos e profissionais da enfermagem”, afirma.